
Foi com surpresa que vi o Benfica exibir-se daquela forma em Guimarães. Se a exibição de S. Petersburgo – que também não foi a melhor – pode encontrar justificação ou atenuante no clima rigoroso e no estado do relvado russo, desta feita, em Guimarães, a equipa fez sem qualquer justificação plausível, a pior exibição da época até ao momento.
Contra o Zenit gritou-se por Nolito, que estava no banco. Em Guimarães gritou-se por Javi, que ficou de fora. Bem vistas as coisas a solução para o jogo de domingo seria tirar 11 e pôr outros 11, já que nenhum jogador do Benfica esteve particularmente bem. Foi um desastre. Um jogo medíocre. Passes errados, parte deles muito denunciados e poucos remates à baliza. A imprensa entreteve-se a elogiar o posicionamento táctico do Guimarães, quando na verdade houve claramente mais demérito do Benfica que mérito do Vitória; note-se quantas jogadas com princípio, meio e fim foram feitas pela equipa da casa, e quantas oportunidades essa mesma equipa criou ao longo de toda a partida.
Segue-se a Académica, em Coimbra. Outro jogo que se adivinha muitíssimo complicado. A pressão a que a equipa está sujeita pela residual diferença de pontos é alta. Recorde-se que foi em Coimbra que o actual 2º classificado levou 3 secos para a Taça. Posto isto, face ao calendário e às expectativas ou metas estabelecidas para esta época, ou o Benfica se revigora e volta a praticar o futebol que praticou ante o Nacional, ou teremos a conquista do campeonato hipotecada. A verdade é que o foculporto joga mal, faz exibições iguais ou piores que a que fizemos em Guimarães, mas ganha. E cheira-me, tenho quase a certeza absoluta, que se chegarem à liderança nos próximos jogos, nunca mais a perdem até final do campeonato… Já todos vimos este filme, e não o queremos ver mais. E sim, o meu índice de confiança baixou consideravelmente.

